Arquivo do mês: julho 2013

Dificuldades diárias

Tem dia que é tão difícil usar aparelho auditivo que eu simplesmente acabo guardando ele na caixinha. Sei que não deveria, mas estou numa situação difícil. O meu local de trabalho é numa avenida e trabalhamos de portas abertas. Como aguentar o dia todo as buzinas dos desesperados e falar ao mesmo tempo no telefone (em meio a esse barulho) ?! Tá, ok! Preciso persistir, já sei disso…mas é que…Bom, quando saio com meu noivo tenho outra dificuldade, quando ele chega muito próximo do aparelho ele apita feito um louco…(o aparelho). Agora me pergunto: são todos assim ou será que muda de marca pra marca?

Minha vida não é tão agitada assim, evito locais muito barulhentos, mas como todo bom cristão frequento uma igreja e por sinal, meu pastor grita e grita mesmo. Esses dias resolvi usar durante toda a reunião, mas quando chegou na hora da mensagem ser dita por ele eu tive que tirar, tudo o que eu ouvia era o final da frase. Sinto vontade de conversar com pessoas em fase de adaptação, saber se todos passam por isso ou se eu sou um pouco cri-cri. Resumindo, trabalho numa avenida, meu pastor grita e quando meu noivo chega perto ele apita. O que fazer?! 

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Aprendendo com o próximo

Esses dias, eu estava em meu trabalho e me deparei com uma situação curiosa. Atendi uma senhora bastante comunicativa, como diria uma amiga minha “boa de prosa”. Conversa vai e conversa vem, descobri que ela havia feito uma cirurgia de implante coclear. Pela primeira  vez ao vivo e a cores eu vi o tal aparelhinho, e a facilidade que ela tinha de se comunicar me surpreendeu. Então ela me contou da dificuldade que ela teve para conseguir essa cirurgia, os médicos não queriam pegar o caso dela, afinal de contas ela falava super bem, mas não ouvia quase nada de determinados sons. Foi quando uma médica da Unicamp resolveu pegar o caso dela para estudar e se interessou. Fico me questionando quantas pessoas passam por esse mesmo problema e acabam se ausentando da vida social, por não encontrar compreensão nem por parte médica, quem dirá por pessoas do próprio círculo social. Enfim, que Deus sempre possa colocar boas pessoas em nosso caminho, para nos ajudar a encarar nossas dificuldades com maior naturalidade sem nunca desanimar, afinal quem é que tem perda auditiva e nunca passou por uma situação constrangedora por não ouvir e acabou sendo tachada de esnobe/metida?! O mundo seria melhor se houvessem pessoas mais sensíveis e dispostas a entender o outro. 

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