Arquivo do mês: fevereiro 2014

Zumbido no ouvido

Entre um intervalo e outro, resolvi falar um pouco sobre os zumbidos no ouvido que acredito eu, todos os que tem perda auditiva tem. Um problema que tem afetado pelo menos 15% da população, sendo 80% causado por perda auditiva.

Diariamente, eu convivo com zumbidos nos meus ouvidos, tendo em vista que minha perda é bilateral. Como são esses zumbidos? acredito que isso varia de pessoa pra pessoa, no meu caso (estou pensando na onomatopeia mais próxima do que eu sinto) parece que tenho uma panela de pressão, aquele som emitido por ela quando a mesma está com pressão “tchiiiiii”, bom não é mas posso dizer que quase nem lembro desse zumbido contínuo, acho que já me acostumei. Difícil mesmo é quando o zumbido se acentua em alguns períodos do mês, como por exemplo, próximo ao período menstrual ou quando não durmo muito bem.

Tenho visto muitas pessoas se queixarem do zumbido do ouvido na Farmácia (lembrando que sou farmacêutica) e sempre com dificuldade em se adaptar ao barulhinho. Talvez não haja uma solução definitiva pra isso, mas há algumas coisas que podem melhorar a situação. Eu sempre recomendo que a pessoa procure o médico para investigar a causa do zumbido, se é por perda auditiva ou problemas neurológicos. Como farmacêutica não posso prescrever nenhum medicamento, mas posso orientar a procurar o profissional adequado.

Sabemos que hoje em dia um dos medicamentos mais utilizados para tratar zumbidos no ouvido e outras coisas é o Gingko biloba, pois o mesmo ativa a oxigenação cerebral, melhorando a circulação sanguínea e consequentemente aliviando os zumbidos. Posso falar com propriedade desse assunto e vale ressaltar que não se deve tomar medicamentos por conta própria, embora seja fitoterápico (natural), ele tem sim efeitos colaterais, como por exemplo irritação estomacal, pode também interagir com anticoagulantes (há controvérsias em relação a isso, mas eu particularmente acho que pode interferir) podendo levar ao risco aumentado de sangramento, além de reações alérgicas dermatológicas.

Costumo sempre dizer que  com o zumbido você acaba aprendendo a conviver e quando se dá conta nem lembra mais que ele existe, mas para facilitar no mercado já existem alguns itens que auxiliam pessoas que não se adaptam de forma alguma ao zumbido. Exemplo  disso são travesseiros que emitem sons e até um aparelho sonoro que emite sons diferenciados de chuva, mar, riacho, etc. Segue o link para quem se interessar:  http://www.clinicaecoar.com.br/acessorios.php.

Se você lançar uma pesquisa na internet vai encontrar também técnicas com elétrodos. Particularmente não sei se funciona, não pesquisei a fundo e não conheço ninguém que fez. Caso você saiba de alguém com um bom resultado pode deixar seu comentário, é sempre útil a troca de informações.

Se você está passando por isso não desanime, aos poucos você vai encontrar a solução mais adequada ao seu caso. Lembrando que você nunca deve deixar de procurar o médico para diagnosticar o motivo dos zumbidos em seu (s) ouvido (s).

Com ou sem zumbido, o otimismo não pode deixar de existir!

L.

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16 de fevereiro de 2014 · 14:18

Trocadilhos

Pelo andar da carruagem, meu aparelho auditivo deve estar montado numa tartaruga e retornando de Bauru pra cá. Desde novembro estou aguardando o retorno do meu querido aparelhinho que por minha causa, já citado no post anterior, foi quebrado. Bom, tudo bem, a culpa foi minha, mas de quem é a culpa pela demora no SUS?! Eu já sabia que o sistema único de saúde andava em passos lentos, mas dessa vez ele está de “parabéns” (é claro que é ironia). Um texto cheio de trocadilhos e que esboça o trocadilho real que tenho feito no meu dia-a-dia. Alguém diz sim e você entende fim, alguém diz eu me chamo Saulo e você entende Paulo. Parece engraçado mas não é, isso coloca a gente em cada situação difícil que melhor mesmo é fazer de conta que você entendeu. Difícil é quando era uma pergunta e você não entendeu, consequentemente não respondeu e a pessoa fica aguardando sua resposta e então você vira e diz: desculpa, o que foi que você falou? 

É assim, se houver alguém com orelhas “equipadas” de plantão há de concordar comigo que não é nada agradável os trocadilhos que fazemos.

Mudando de assunto de pato pra ganso, ou melhor, de pato pra galo, hoje a minha companheira de trabalho comentou que estava ouvindo um galo cantar descontroladamente durante o dia. Por um tempo ficamos nos perguntando onde estava o galo, em que quintal ele estaria habitando. E como trabalhamos em um estabelecimento de saúde ficamos apreensivas, pensando que algum cliente poderia cogitar a ideia de que estamos criando um galo no quintal. Confesso que ri bastante com a história. Ela então me perguntou: você está ouvindo o galo cantar? Eu disse que não. Ela disse que sorte a minha. Será mesmo?! Não acho que eu tenho sorte por não ouvir um galo cantar, ainda que o canto dele estivesse acontecendo em momento inoportuno,eu gostaria de ouvir.

Hoje recebi a informação de que meu aparelhinho está voltando, parece que vem pelo correio  “sedex”, mas eu tenho minhas dúvidas…rs 

Quem sabe volto a ouvir o galo cantar, o gato miar e os demais sons oriundos do meio o qual eu convivo. 

Vem logo, carteiro!

 

L.

 

 

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