Zumbido no ouvido

Entre um intervalo e outro, resolvi falar um pouco sobre os zumbidos no ouvido que acredito eu, todos os que tem perda auditiva tem. Um problema que tem afetado pelo menos 15% da população, sendo 80% causado por perda auditiva.

Diariamente, eu convivo com zumbidos nos meus ouvidos, tendo em vista que minha perda é bilateral. Como são esses zumbidos? acredito que isso varia de pessoa pra pessoa, no meu caso (estou pensando na onomatopeia mais próxima do que eu sinto) parece que tenho uma panela de pressão, aquele som emitido por ela quando a mesma está com pressão “tchiiiiii”, bom não é mas posso dizer que quase nem lembro desse zumbido contínuo, acho que já me acostumei. Difícil mesmo é quando o zumbido se acentua em alguns períodos do mês, como por exemplo, próximo ao período menstrual ou quando não durmo muito bem.

Tenho visto muitas pessoas se queixarem do zumbido do ouvido na Farmácia (lembrando que sou farmacêutica) e sempre com dificuldade em se adaptar ao barulhinho. Talvez não haja uma solução definitiva pra isso, mas há algumas coisas que podem melhorar a situação. Eu sempre recomendo que a pessoa procure o médico para investigar a causa do zumbido, se é por perda auditiva ou problemas neurológicos. Como farmacêutica não posso prescrever nenhum medicamento, mas posso orientar a procurar o profissional adequado.

Sabemos que hoje em dia um dos medicamentos mais utilizados para tratar zumbidos no ouvido e outras coisas é o Gingko biloba, pois o mesmo ativa a oxigenação cerebral, melhorando a circulação sanguínea e consequentemente aliviando os zumbidos. Posso falar com propriedade desse assunto e vale ressaltar que não se deve tomar medicamentos por conta própria, embora seja fitoterápico (natural), ele tem sim efeitos colaterais, como por exemplo irritação estomacal, pode também interagir com anticoagulantes (há controvérsias em relação a isso, mas eu particularmente acho que pode interferir) podendo levar ao risco aumentado de sangramento, além de reações alérgicas dermatológicas.

Costumo sempre dizer que  com o zumbido você acaba aprendendo a conviver e quando se dá conta nem lembra mais que ele existe, mas para facilitar no mercado já existem alguns itens que auxiliam pessoas que não se adaptam de forma alguma ao zumbido. Exemplo  disso são travesseiros que emitem sons e até um aparelho sonoro que emite sons diferenciados de chuva, mar, riacho, etc. Segue o link para quem se interessar:  http://www.clinicaecoar.com.br/acessorios.php.

Se você lançar uma pesquisa na internet vai encontrar também técnicas com elétrodos. Particularmente não sei se funciona, não pesquisei a fundo e não conheço ninguém que fez. Caso você saiba de alguém com um bom resultado pode deixar seu comentário, é sempre útil a troca de informações.

Se você está passando por isso não desanime, aos poucos você vai encontrar a solução mais adequada ao seu caso. Lembrando que você nunca deve deixar de procurar o médico para diagnosticar o motivo dos zumbidos em seu (s) ouvido (s).

Com ou sem zumbido, o otimismo não pode deixar de existir!

L.

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16 de fevereiro de 2014 · 14:18

Trocadilhos

Pelo andar da carruagem, meu aparelho auditivo deve estar montado numa tartaruga e retornando de Bauru pra cá. Desde novembro estou aguardando o retorno do meu querido aparelhinho que por minha causa, já citado no post anterior, foi quebrado. Bom, tudo bem, a culpa foi minha, mas de quem é a culpa pela demora no SUS?! Eu já sabia que o sistema único de saúde andava em passos lentos, mas dessa vez ele está de “parabéns” (é claro que é ironia). Um texto cheio de trocadilhos e que esboça o trocadilho real que tenho feito no meu dia-a-dia. Alguém diz sim e você entende fim, alguém diz eu me chamo Saulo e você entende Paulo. Parece engraçado mas não é, isso coloca a gente em cada situação difícil que melhor mesmo é fazer de conta que você entendeu. Difícil é quando era uma pergunta e você não entendeu, consequentemente não respondeu e a pessoa fica aguardando sua resposta e então você vira e diz: desculpa, o que foi que você falou? 

É assim, se houver alguém com orelhas “equipadas” de plantão há de concordar comigo que não é nada agradável os trocadilhos que fazemos.

Mudando de assunto de pato pra ganso, ou melhor, de pato pra galo, hoje a minha companheira de trabalho comentou que estava ouvindo um galo cantar descontroladamente durante o dia. Por um tempo ficamos nos perguntando onde estava o galo, em que quintal ele estaria habitando. E como trabalhamos em um estabelecimento de saúde ficamos apreensivas, pensando que algum cliente poderia cogitar a ideia de que estamos criando um galo no quintal. Confesso que ri bastante com a história. Ela então me perguntou: você está ouvindo o galo cantar? Eu disse que não. Ela disse que sorte a minha. Será mesmo?! Não acho que eu tenho sorte por não ouvir um galo cantar, ainda que o canto dele estivesse acontecendo em momento inoportuno,eu gostaria de ouvir.

Hoje recebi a informação de que meu aparelhinho está voltando, parece que vem pelo correio  “sedex”, mas eu tenho minhas dúvidas…rs 

Quem sabe volto a ouvir o galo cantar, o gato miar e os demais sons oriundos do meio o qual eu convivo. 

Vem logo, carteiro!

 

L.

 

 

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Descobrindo novos sons

Por algum tempo da minha vida usei um fone de ouvido para ouvir músicas “não tão bom”, desses mais simples, que não entra no conduto auditivo, ele fica apenas na parte interna do ouvido , até o dia que meu noivo resolveu me dar um fone intra-auricular (espero que não tenha nenhuma fonoaudióloga de plantão hehe), então resolvi testar em uma música conhecida, a fim de detectar a qualidade do mesmo. Escolhi uma música de um grupo chamado The Piano Guys, muito bom por sinal, música instrumental de excelente qualidade. E qual foi minha surpresa? descobri que eu não ouvia todos os sons explorados na música. Eu sei que fone de ouvido não faz bem para minha audição, mas que mal tem ficar mais próximo do mundo exterior em baixo, porém perfeito som?! Talvez eu não esteja (na verdade não devo estar) ouvindo todas as notinhas musicais que alguém com audição perfeita ouviria normalmente, mas para alguém que ama a música descobrir, ou melhor, redescobrir os sons instrumentais é sensacional.
Agradeço a Deus pela minha audição, ainda que não seja perfeita, posso participar do mundo exterior utilizando de recursos palpáveis. Um simples fone de ouvido me trouxe de volta sons que eu já não ouvia mais.

Lembrando que, não se deve abusar dos fones de ouvido e nem de sons altos, portanto moderação é a palavra-chave.

 

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Natal Silencioso

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A verdade é que o meu “amigo” me tem feito muita falta, meu aparelhinho fez uma viagem longa e ainda sem previsão de retorno. Falta essa que me levou a refletir no silêncio, no som do dia-a-dia, na nossa sonoridade interior. Naquela voz que ecoa dentro da gente, nos levando a refletir no que passou e no que está por vir.

Mais um dia, mais um ano que se finda, eis o tempo de reflexão, de retrospectiva e de comemorar o verdadeiro Natal, o nascimento de Jesus.

As demais coisas não fariam sentido na minha vida, se eu não tivesse Jesus comigo. 

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

Sim, Ele é tudo isso e acima disso e Ele está dentro do coração daquele que o deixa habitar.

O silêncio do coração nos faz pensar em coisas que a emoção nos ofusca e muitas vezes para o coração se silenciar é necessário deixar os ouvidos se “calarem”. Talvez seja por isso que uma pessoa com menos audição tenha sensibilidade aguçada para tantas outras coisas, principalmente no que diz respeito à sensibilidade com seu próximo.

Temos que deixar o Natal renascer dia após dia dentro de nós, amar aqueles que nos cercam, orar por aqueles que não querem nosso bem e mesmo diante das dificuldades elevar o pensamento a Deus em gratidão. 

Que esse sentimento nunca morra dentro de nós e que os nossos ouvidos sejam prontos a ouvir aquilo que nos faz bem e que possamos aprender a silenciá-los quando palavras de ofensa nos forem ditas.

Esse Natal será um pouco mais silencioso pra mim, já que estou sem meu aparelho auditivo, mas com certeza o dono da festa (Jesus) tem feito do meu coração uma harmoniosa melodia.

O ano que se despede foi cheio de surpresas boas e outrora desesperadoras, mas foi um ano bom pelas conquistas e ao mesmo tempo difícil. Experiências novas que me fizeram olhar o mundo com outras cores. Um ano que me fez entender que não vivemos como Alice  ” No País das Maravilhas”, mas que as dificuldades trazem junto delas o amadurecimento necessário para mudar de fase. 

Obrigada Deus por tudo! 

Feliz Natal e que 2014 seja um ano próspero em todos os sentidos!

 

L.

 

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Ação de Graças

O que venho falar hoje nada tem a ver com “silêncio barulhento”, talvez tenha a ver com o silêncio interior nos momentos em que nossa alma se aflige.

No dia 31/10/13, recebi a notícia que mudaria o curso dos meus pensamentos, uma doença diagnosticada em meu pai. Dias antes, em uma manhã corriqueira meu pai acordou com um “caroço” no pescoço, mais do que depressa ele foi ao médico. Bom, exames foram feitos, o médico deu o primeiro parecer dele baseado em uma imagem de ultrassom: nódulos na tireoide. Como sou da área da saúde, disse a ele para procurar um endocrinologista e um especialista em cabeça e pescoço.
Resumindo, para a história não ficar cansativa, ele fez uma punção nodular cujo resultado não foi nada favorável: Suspeita de malignidade ( no caso da Tireoide-laudos citopatológicos de tireoide, o sistema Bethesda vai de I à VI, onde o V representa suspeita de malignidade, e o VI é certeza. Essa é a classificação usada de 2007 pra cá pelo National Cancer Institute-NCI, EUA, que propôs o sistema até VI para que se ocorra certeza do diagnostico).

Confesso que naquele momento o teto parecia estar desabando sob minha cabeça e o chão parecia não mais existir. Eu estava em meu trabalho quando me deparei com essas informações, portanto eu precisava manter o equilíbrio ou pelo menos tentar, como sou muito ansiosa, foram dias extremamente difíceis e amargurantes. Era necessário aguardar o novo dia da consulta, as novas orientações médicas, os novos exames e enfim a cirurgia. Foi tudo muito rápido e no dia 18/11/13 meu pai estava sendo operado e para nossa felicidade a cirurgia foi um sucesso, graças a Deus em primeiro lugar e ao Dr. André Del Negro pela sua competência e dedicação. Diga-se de passagem, não o conheço pessoalmente (eu não pude acompanhar meu pai nas consultas), mas nunca vi um médico tão dedicado como ele, humano no sentido literário da palavra. Sim, o médico foi humano com meu pai dando a atenção que ele precisava e que a família desejava.

Depois da cirurgia precisávamos aguardar o resultado conclusivo que seria dado através da biópsia, ou seja, aguardar mais alguns dias (quase morrendo de ansiedade) para ver o resultado.

Dias depois, o Dr. André telefonou para meu pai a fim de dar o resultado: BENIGNO. Não irá precisar fazer iodoterapia e daqui para frente vida normal, com acompanhamento medicamentoso e do endocrinologista.

O que eu posso falar diante de tamanho presente que Deus nos deu?! Como posso agradecer ao médico dos médicos, Jesus, por tamanha benção?! Como agradecê-lo por colocar profissionais competentes em nosso caminho?! simplesmente não há como pagar, mas posso compartilhar com você que está pacientemente lendo, uma graça alcançada e se por acaso você estiver passando por um problema de saúde, quem sabe até mesmo da tireoide, não desanime. Nesse meio tempo conheci muitos blogs (é claro que eu pesquisei muito sobre o assunto), conheci pessoas com a mesma doença, algumas otimistas e outras nem tanto. E no fim das contas é Deus quem dá a resposta que você precisa.

“Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. ” (Filipenses 4:6). Ou seja, podemos ORAR e SUPLICAR , com lágrimas ou sem, mas derramar o nosso coração diante dEle mesmo quando estamos em dias ruins, com AÇÃO DE GRAÇAS.

Louvo a Deus pela sua infinita misericórdia em nos conceder essa vitória, louvo a Deus pela vida dos médicos (Deus os capacitou) e louvo a Deus pelos amigos que nos apoiaram em todo o tempo.

Thanks God!

L.

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Aparelho no “hospital”

Eu não havia me dado conta da falta que o dito cujo aparelhinho me faria. Acho que isso é um bom sinal, não?! Bom, tudo começou quando eu estava extremamente acelerada para ir a um casamento.

Ansiedade, agitação, minha semana tinha sido bastante turbulenta, enfim…quando então fui pegar meu companheiro de vida social a fim de facilitar a comunicação e diante de todo aquele alvoroço consegui colocar a pilha de maneira invertida. Meus amigos, vocês não imaginam o desespero que eu fiquei ao me dar conta de que a pilha não sairia dali tão fácil. Minha memória remeteu-se à consulta com a fonoaudióloga do Cedalvi ( Centrinho de Bauru) a qual ela me dizia para prestar MUITA ATENÇÃO na hora de colocar a pilha, porque esse é um dos motivos que mais “quebram” aparelhos auditivos.

Gente, acredite, estou com saudades dele :(

Ele me fez tanta falta no casamento, eu queria ter conversado mais com as pessoas, interagido mais. Sem ele acabei ficando um pouco mais quieta, já que não dava para ouvir tudo o que me falavam. Curioso que eu havia usado ele um dia antes para ir a um jantar e estava maravilhada com o som dos instrumentos (música ao vivo) que tinha no ambiente. Fazia um certo tempo que eu não ouvia um som instrumental tão limpo.

Encaminhei então para Bauru, sim, ele foi dar uma voltinha “de correio” e soube que ele não vai voltar tão cedo. Prazo estimado 2 meses. DOIS MESES??? sim, dois meses sem usar aparelhos em reuniões, nos cultos, para assistir televisão, etc. Estou esperançosa de que ele volte pra casa antes.

Da próxima vez, vou deixar para colocar o aparelho quando o ânimo estiver mais calmo, sem agitação, sem correria e com muita atenção.

Você que usa aparelho auditivo e nunca aconteceu esse infortuno, sorte sua. Continue prestando atenção, porque é algo tão “besta” que muda completamente a nossa rotina dos ouvidos equipados-dependentes.

Volte logo, aparelho querido!

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Novas descobertas

Ouvir com orelhas “equipadas” ( gostei do termo, vi no blog da Laklobato – Desculpe, não ouvi) é sempre uma caixinha de surpresa. Conforme o ambiente em que você está um som diferente é ouvido e às vezes até em seu local de rotina novos sons podem ser descobertos. Eu particularmente acho o máximo cada descoberta, como por exemplo, ainda não tinha me dado conta de que a máquina de cartão da empresa que eu trabalho apita em cada transação. A primeira vez que eu ouvi fiquei tão empolgada e com aquela “cara de exclamação!”, é lógico que ninguém deu bola até porque é um som normal para quem tem audição perfeita.

Ei, você que ouve bem e reclama do barulho do dia-a-dia, deveria agradecer a Deus por ouvir perfeitamente, mesmo que seus dias não sejam tão bons o tempo todo como você gostaria que fossem, ainda assim Deus te deu um novo dia. Ele te dá uma nova oportunidade a cada amanhecer. Vamos focar naquilo que é bom, sempre.

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